sábado, 26 de junho de 2010

O dente

O dente sente
O dente mente
Lateja, sangra, pulsa

O dente sente
O dente mente
Ópio pra boca, ópio pr'alma

O dente sente
O dente mente

A mente desmente
o que o dente sente.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

http://www.myspace.com/concreteness


Banda de eletro-rock criada em 1992 pelos irmãos Marcelo, César e Marco Maluf, com o amigo Véio, em Santa Bárbara D'Oeste - SP.

segunda-feira, 21 de junho de 2010





Durante nossa misera e ínfima existência na terra... Durante toda a nossa vida... Durante toda a existência de nossa razão, o que houve além de complicações e sofrimento? Aqueles que não pensam; que não sentem, e não se importam também não sentem o quão sublime é a vida, porém, são também poupados de todo e qualquer sofrimento. Quanto mais sinto conhecer o mundo mais as questões que ele me apresenta parecem complexas. Ao contrário do que o nosso instinto nos faz pensar, quanto mais conhecimento adquirimos mais nos afastamos das respostas. Então, do que nos serve este conhecimento? Simples, por mais que nos afastemos das ditas “respostas” mais podemos nos conformar com nossa situação, com nossa vida, e com nossa convivência com o mundo que nos cerca. Então, por mais que eu me sinta triste, frustrado e decepcionado com muitas das coisas que são apresentadas a minha pessoa me sinto também mais capaz de aprender com elas, de aceitá-las e de também interpretá-las.
Será que em termos de “custo-benefício”, o benefício da razão vale o custo que nos é exigido? Temos de pensar que: se não fosse este benefício, não estaríamos onde estamos e nada que molda nossa atual sociedade existiria. Porém este argumento não pode ser utilizado de forma válida, pois atrelado a ele vem uma outra questão, ainda mais difícil de responder, será que realmente nossa sociedade é um benefício? Será mesmo que tudo que criamos nos beneficia? Ou será que se nada disso existisse as coisas seriam melhores? Acredito que não há resposta exata para esta questão. Não consigo me imaginar sem minha razão, a forma como me relaciono com todos os elementos existentes em minha realidade dependem intrinsecamente de minha razão. Mas ao observar a ingênua felicidade dos ignorantes me pergunto, será que em prol de uma maior concepção do mundo que vos cerca, em prol de uma maior expectativa de vida, e de muitos outros confortos a nossa felicidade possa ser colocada de lado? Posso estar soando um pouco repetitivo, posso também parecer perdido por não chegar a lugar nenhum, mas espero que os leitores deste texto entendam que, para estas questões, NÃO HÁ RESPOSTA. Estas são atreladas a muitos fatores extremamente complexos que acabam por gerar apenas mais questionamento.


-andré maizel

domingo, 20 de junho de 2010







vendalismo pelo cais
wanda sapopemba guararapes
locais banais
bananais
açude e aguardente
agrião
gente de propósito
negra por osmose



-Carina Bueno










Às vezes
à noite
Odeio meu ser
Destruo-me lentamente
Em pensamentos ociosos

Nenhuma atitude
Apenas a insônia
insana.
Derretendo
Lentamente
em mim mesmo
dissolvendo-me.
“Devo buscar a mente perdida...”

Como uma flecha que atravessa meu peito
encontro um espelho em minhas memórias

É a luz que emana do artífice procriador
atingindo os medos vazios que geram dor

Lutando constantemente contra o sentimento
Para novamente ser invadido e abraçado por esse.

Às vezes
Durante o dia
Amo
Me abraço carinhosamente
vagando através da mente

Apenas compaixão
E benevolência
Nenhuma dor Latente


-Rubens Pascali











Caos.
Talvez muitas explicações,
ou apenas uma.
A desordem humana, a vontade de buscar o poder absoluto.
Uma coisa que ouvi hoje e que faz muito sentido
somos apenas quebra cabeças, organizados cada um ...formamos a ordem,separados;
A desordem consiste exatamente nisso, em misturarmos peças aleatorias, com pressa
preocupados apenas no poder.
A falta de liberdade,de escolhas.. a confusao de escolhas.
Uma coisa engraçada é pensar no livre arbitro.. não existe, estamos alienados, presos a escolhas alheias, do sistema..
E nem parece que foi ontem, que o mundo era limpo, puro, vivendo de amor... e só.
AMOR..
é exatamente o que falta, o proprio ,por pessoas, por animais, pela liberdade.
Todo mundo dançando a nostalgia do verão.



-Flavia Finazzo

http://piromelos.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Digamos que você é um motorista e precisa destinar lucro a sua
empresa. Diante disso, possui duas cargas, uma vale US$ 1.000.000,00 e
essa carga é o ferro. A outra vale a metade deste valor, a carga é o
pau.

Você tem que levar as cargas para duas cidades: Tupi ou Juá.
Tupi fica a 2000 km de onde você está e Juá fica na metade da
distância.

O que você prefere então? Levar pau até entupi, ou ferro até enjuá?

Sei que vc vai descolar uma boa resposta. Sucesso no destino das cargas.

O BRUXO

http://www.youtube.com/watch?v=ZLtNWkG0JmQ

o BRUXO- Não se engane pela aparência, Zé das Medalhas, também conhecido como O BRUXO, é um sujeito boa praça, que além de seu trabalho sujo como cafetão e traficante de drogas, esconde uma faceta perigosa. Um serial killer frio e sem escrúpulos; basta estar no lugar errado, na hora errada e com as jóias certas, para ser a próxima vítima.

roteiro e direção: SÍLVIO GRION

assist de direção: GABRIEL PAIVA

fotografia: RODRIGO OLIVEIRA

assist. de fotog. : VICTOR PASSOS

montagem: PAULO GALEANO

produção: ANDREO PINA

arte: CARINA BUENO

maquiagem: BIA SERVILHA

Elenco:

ORLANDO GUERREIRO o bruxo

J E VELLUDO o espanhol

RAPHAEL S'ANTANNA bodinho

VICK BRANDÃO garota de programa

SÍLVIO GRION estudante

RODRIGO OLIVEIRA morto 1

-sem título-


                                               





Mente alterada
Face que transparece rubor
Visão embaçada
O peito foge para não respirar
afoito como em um espetáculo erótico.

Transitando através do frio
Trazendo fotos amareladas no cérebro
Em transe digo sinceridades
por incrível que pareça
não me arrependo

Desta vez
Apenas essa vez
Serei como as estatísticas
Somente
Sorrindo janelas
vez ou outra revigorado.

Junto
separado
amortecido
alienado

Fujo
Fito o morcego
Luto
Ele me apaga

Deito em teu ventre
Espelho transparente
Reagindo instintivamente
Sem receio, medo ou aflição.

Renascendo na varanda
As flores surgem, sorriem
Explicam tudo que há
sem nada explicar.

Quem dera ser sábio
Como elas
Assistindo a tudo calado
Sem me afligir.


-Rubens Pascali-