
Mente alterada
Face que transparece rubor
Visão embaçada
O peito foge para não respirar
afoito como em um espetáculo erótico.
Transitando através do frio
Trazendo fotos amareladas no cérebro
Em transe digo sinceridades
por incrível que pareça
não me arrependo
Desta vez
Apenas essa vez
Serei como as estatísticas
Somente
Sorrindo janelas
vez ou outra revigorado.
Junto
separado
amortecido
alienado
Fujo
Fito o morcego
Luto
Ele me apaga
Deito em teu ventre
Espelho transparente
Reagindo instintivamente
Sem receio, medo ou aflição.
Renascendo na varanda
As flores surgem, sorriem
Explicam tudo que há
sem nada explicar.
Quem dera ser sábio
Como elas
Assistindo a tudo calado
Sem me afligir.
-Rubens Pascali-
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